Eliane estava casada havia dois anos quando engravidou de Thaís. Foi um período muito tranquilo, mas os problemas começaram quando a bolsa estourou e Eliane entrou em trabalho de parto. Todos os sinais começaram favoráveis, mas Thaís não nascia. A obstetra não achou necessário fazer uma cesariana e chegou a dizer que não iria chamar a equipe no meio da madrugada à toa. Thaís nasceu desmaiada, com dupla circular de cordão e teve que ser reanimada por um pediatra que estava na sala de parto ao lado. Tudo parecia ter sido só um susto, mas 36 horas depois, Thais começou a ter convulsão e foi para o CTI com edema cerebral difuso. Foram cinco dias de internação e 3 meses de anticonvulsivos. Thaís ficou hipertônica e com dificuldades motoras. Começou a fazer fisioterapia com oito meses. Depois veio a fono, a terapia ocupacional e a psicóloga. Só começou a andar com três anos, mas voltou a ter convulsão e começou a ter que utilizar medicamentos que toma até hoje. Thaís sempre foi muito positiva e nunca reclamou de sua condição. Sempre foi fácil para ela explicar para outras crianças que era diferente por causa de sua lesão cerebral. Estudou em escolas normais sem ser reprovada uma única vez e hoje, aos 21 anos, cursa Serviço Social, faz estágio e tem uma vida bastante independente na medida do possível

























